Caminho
Sinto o cheiro das crianças nos sinais
Cheiro da falta de banho,
Cheiro da
falta de carinho,
De vidas que ninguém liga mais.
Eu não dou
trocado.
Na estrada, o odor do Salgadinho
Fede a falta de
informação,
Fede a falta de real atenção.
Eu sigo o meu caminho.
Eu
queria tê-lo conhecido limpo.
Sinto o perfume das senhoritas da
Pajuçara
Cheiro de sonhos destruídos,
De males profundos...
E, no fim,
o mundo não pára.
O mundo nem liga.
Só uma quadra para a minha
rua
Cheiro das pessoas correndo, apressadas.
No meio, uma senhora
abandonada.
Realidade nua e crua.
Eu quero fugir...
Chego em
casa
Respiro a falsa segurança
Perfume da janta pronta
E a noite
desponta...
Antonio Elias Firmino Ferreira
Foi com esta poesia que concorri no
Concurso de Poesias Carlos Moliterno,
oferecido pela Associação Alagoana de Imprensa.
OK, eu não ganhei nem o
que a Luzia ganhou atrás da horta de chuchú (ainda bem!).
OK, eu só
ganhei estrada, mas serviu como experiência - e pra saber que alagoano só elege
quem está pra lá dos quarenta e usa palavras em desuso... Mas, para ser justo...
OK, este pedaço de escrita não foi grandes coisas, também.
Estou
postando porque nunca mais postei nada meu aqui... e, se alguém refletir, fico
feliz!

Feliz Dia da Consciência Negra (Feliz? Consciência?)
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Loucuras de Tom às 18h25
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